As demências têm sido um problema se saúde cada vez mais comum no mundo em virtude do aumento expressivo da longevidade humana. Em janeiro de 2022, estimava-se cerca de 2 milhões de pacientes com demência no Brasil, com uma perspectiva de aumento de mais de 200% até 2050, devendo-se ainda considerar os impactos que a infecção por COVID-19 pode deixar nos pacientes a longo prazo, ainda pouco entendida pela comunidade científica.
E o exame de ressonância magnética do crânio é um dos mais solicitados para essa avalição inicial dos quadros de demências. Primeiro, devemos usar a RM de crânio para afastar causas reversíveis de demência, como alterações de origem metabólica ou inflamatória, e até mesmo observar danos estruturais que justifiquem o quadro clínico, com sequelas de AVC e presença de tumores. Segundo, para tentar encontrar um padrão de atrofia cerebral que permita a caracterização de algum tipo de demência degenerativa, como por exemplo a demência fronto-temporal ou então, seguindo um padrão de demência por doença de Alzheimer.
Assista o vídeo!
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Quando considerar a atrofia cerebral como doença
A avaliação anatômica da atrofia cerebral
No entanto, vale lembrar que essa avaliação anatômica na RM de crânio deve considerar a idade do paciente. Obviamente, não esperamos que o padrão dos sulcos e giros corticais de um idoso seja semelhante ao de um jovem, portanto é necessário criar uma identidade visual sobre qual é o padrão habitual de acentuação dos sulcos corticais de acordo com a faixa etária. Atenção especial deve ser dada a região parietal, principalmente ao precuneus, já que é uma região com interligação com o hipocampo e faz parte da rede neuronal de repouso, e que usualmente tem redução de função nos casos iniciais de doença de Alzheimer. O mesmo raciocínio se deve seguir para a avaliação dos hipocampos, usando a escala MTA (medial temporal lobe atrophy), para facilitar e homogeneizar o diálogo entre o médico solicitante do exame e o médico executor do mesmo.
Veja também: Qual a importância da ressonância magnética no diagnóstico da demência?
Tópicos abordados no vídeo
- Considerações sobre RM na atrofia cerebral.
- Qual padrão de atrofia cerebral é suspeito?
- Valorizar assimetrias dos lobos cerebrais quando avaliar atrofia.
- Cuidados ao descrever as alterações no laudo – nem todo idoso tem atrofia cerebral desproporcional à idade.
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Autor
Médica radiologista com mestrado e doutorado pela UFRJ especializada em técnicas avançadas de ressonância magnética e doenças desmielinizantes; Professora adjunta de Radiologia da Universidade Federal Fluminense (UFF); Médica radiologista do grupo DASA – RJ e membro do Instituto de ensino e pesquisa da DASA.
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